Igarapé-Miri se Consolida como Líder Absoluto na Produção de Açaí no mundo

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IGARAPÉ-MIRI – Um novo estudo técnico realizado pela Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa) revela que o Pará segue como o protagonista inquestionável da cadeia produtiva do açaí no Brasil. Em 2024, o estado foi responsável por impressionantes 89,5% da produção nacional, alcançando a marca de 1,7 milhão de toneladas do fruto.

O levantamento aponta que o setor passou por uma transformação histórica: se antes o açaí era dependente do extrativismo, hoje o cultivo (lavoura permanente) responde por 87,6% do total fabricado no país. Essa mudança reflete o uso de novas tecnologias e estratégias de manejo que aumentaram a competitividade do “ouro negro” paraense.

 

Foto: Francisco Costa – ASCOM

Igarapé-Miri no Topo do Ranking

A força do açaí está concentrada em solo paraense. Dos dez municípios que mais produzem o fruto no Brasil, todos pertencem ao Pará.

  • Igarapé-Miri: Mantém a liderança isolada, sendo responsável por 13,2% de toda a produção nacional.
  • Destaques Regionais: Cametá (7,9%) e Anajás (6,2%) ocupam o segundo e terceiro lugares, respectivamente.

Foto: Francisco Costa – ASCOM

Impacto Econômico e Sustentabilidade

A relevância do açaí vai além do campo e movimenta bilhões de reais.

  • Valor de Produção: Em 2024, o setor gerou R$ 8,8 bilhões no Brasil, com o Pará detendo 93,8% desse valor total.
  • Geração de Empregos: Apenas no Pará, estima-se que a atividade sustente mais de 4.700 postos de trabalho entre empregos diretos e indiretos.
  • Meio Ambiente: O açaí cultivado tem se tornado um aliado contra as mudanças climáticas. No Pará, a área de reflorestamento com a espécie chegou a 252 mil hectares, contribuindo para a captura de cerca de 907 mil toneladas de CO2 em 2024.

Foto: Francisco Costa – ASCOM

Crédito e Exportação

O estudo também destaca que o Pará registrou em 2024 o maior volume de crédito rural para o açaí em sua série histórica, captando R$ 156,4 milhões. A maior parte desses recursos (71,9%) foi destinada a investimentos, sinalizando que os produtores estão focados em modernizar suas estruturas. No mercado externo, o estado se consolidou como o principal polo exportador, com as vendas de derivados de açaí saltando de US$ 334 mil em 2002 para mais de US$ 127 milhões em 2025.

Serviço: A Nota Técnica completa está disponível no site da Fapespa, na aba de publicações: https://www.fapespa.pa.gov.br/wp-content/uploads/2026/03/Nota-Tecnica-O-CONTEXTO-ECONOMICO-E-AMBIENTAL-DO-ACAI.VERSAO-PUBLICACAOdocx-1-1.pdf  

Texto: Robson Fortes – ASCOM | Com informações: FAPESPA

 

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